segunda-feira, 23 de julho de 2007

Cafona

Outro dia, reclamaram da roupa que eu usei num evento com um ministro americano no trabalho. Me acharam "esculhambada". O engraçado é que eu tinha ido a uma reunião com cinco ministros africanos - há poucos meses e no mesmo lugar - usando a mesma saia e ninguém disse nada. Entendi! Tudo bem receber os africanos "esculhambada", mas o americano? De jeito nenhum!

Como sempre, contam o milagre sem dizer o nome do santo. Mas eu tenho sérias desconfianças de que a reclamação só pode ter vindo de uma das duas pessoas que descrevo a seguir:

1) Senhoura de cerca de 50 anos que se veste como a Barbie, com direito a bota rosa até o joelho e tudo (juro!). Já para os cabelos, adota um visual mais parecido com Luis XIV, o rei sol – ou Capitão Gancho, se preferirem, mas em tom cenoura.
2) Mulher na casa dos 30, acima do peso, cabelos artificialmente loiros e esticados até o limite. Não tem a menor noção do que cai bem com seu tipo físico. E tem bafo!

Eu mereço!

sábado, 21 de julho de 2007

Propaganda na cara-de-pau

A Catarina me convidou e eu não tive dúvidas: aceitei. Sempre rimos muito com as notícias bizarras ou mal escritas - ou as duas coisas - que vemos na mídia quase todos os dias. A Cata sugeriu montar um blogue para falar dessas pérolas do jornalismo e eu achei a idéia excelente. O espaço se chama Deu na imprensa. Dá lá uma olhada!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sereia

A minha sobrinha de oito anos foi junto, no dia de fazer o desenho e no dia de tatuar. No dia que o Reche ia fazer o desenho, chegamos lá e ele estava desenhando uma sereia. A minha sobrinha disse pra ele:
- Sabia que eu tenho nome de sereia?

Na sexta, quando chegamos no horário marcado, ele tinha pintado uma sereia em aquarela pra ela. Lindo mesmo, digno de pôr moldura e pendurar na parede. Atitude fofa da parte dele, recompensada com vários beijinhos de agradecimento.

Tatuagem

Deixei pra contar o melhor da viagem no final. Fiz uma tatuagem nova! Aproveitei minha ida a Brasília pra aplacar a crise de abstinência que me consumia. Há muito tempo eu não fazia nenhuma tatuagem – quem é adepto sabe: esse troço vicia! Além disso, eu já estava começando a ficar com medo da maldição das tatuagens em número par. Há uns dez anos eu circulava por aí ostentando oito tatuagens, o que, dizem, dá um azar danado. Não que eu me sentisse azarada antes, mas vai saber?

Na quarta-feira fomos ao estúdio pra ir adiantando o desenho. Expliquei pro Reche, que é quem faz os desenhos, mais ou menos o que eu queria. E ele acertou de primeira, já fez logo de cara exatamente o que eu estava imaginando. Desenho pronto, ansiedade a mil!

O horário com o Rogélio (o nome dele é assim mesmo, com “L”) – tatuador oficial das irmãs Melo Resende – já tinha sido marcado com bastante antecedência pela Vivi. Apesar disso, tomamos um dos tradicionais bolos com que o Rogélio insiste em nos brindar. A tattoo, que estava marcada pra quinta, acabou ficando pra sexta – então, a partir desse ano, todo dia 6 de julho será comemorado o aniversário da minha tatuagem caçula. É a mais novinha mas é, de longe, a maior de todas.

No dia mais esperado, tudo pronto: pelinhos raspados, desenho aplicado na pele, Rogélio de luvas e máscara. Hora de começar! Minha sobrinha (que acompanhou todo o processo) fez, no começo, uma cara aflita. E olha que quase nem saiu sangue! Como a tattoo é bem grande, dessa vez só deu pra fazer o contorno. Não doeu, mas já sei que, quando eu for pintar, a história vai ser bem diferente.

Já tenho uma ótima desculpa pra voltar em Brasília muito em breve.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Brasília


A ida a Brasília foi excelente, apesar de seu objetivo primordial – a operação – não ter sido realizado. Uma semana de férias (urrú!!!!!!) com atestado médico. Deu pra matar a saudade dos meus queridíssimos pais, da minha irmã amada, da sobrinha (Linda! Fofa! Cut-cut da titia!), do cunhadão, da Marli e sua maravilhosa comida (o feijão da Marli... gente, vocês não fazem idéia do que é o feijão da Marli!).

Também aproveitei pra ver os amigos fanfarrões lá da capital. Danizinha, Tubarão e Zé quase me mataram de rir no velho Beirute de guerra. Até churrasquinho no clube rolou. Terra boa essa, Brasília! Já tinha até me esquecido de como eu gosto de lá.

O caso da não-operação

Fui pra Brasília operar a miopia e... não operei! Um exame constatou que a córnea do meu olho direito não tem espessura suficiente. Tudo por causa de alguns micrômetros a menos. Um micrômetro é igual a 0,000001 metro, ou seja, um pentelhésimo. O dr. Vicente me explicou que, se eu fizesse a cirurgia, não daria para “zerar” a miopia. Portanto, eu passaria por todo o horror de assistir enquanto cortavam meu olho, tudo isso pra continuar com 2 graus no olho direito. Ou seja, de óculos.

Frustrante. Mas algumas soluções paliativas foram encontradas. Meu pai, penalizado com a minha situação, foi comigo numa ótica escolher óculos novos. A armação, chiquérrima, é Azzaro. Somando com as lentes superultramegaplus, que são finas e anti-reflexo, o preço dos óculos foi praticamente o mesmo que custaria a cirurgia. Mas sabe que eu estou até me achando bonitinha com os óculos?

Além disso, o dr. Vicente me deu a melhor notícia possível, dadas as circunstâncias (eu achando que teria que usar óculos para todo o sempre): existe um tipo de lente de contato que eu posso usar! São lentes rígidas, que não passam nem perto do conforto que eu tinha com as minhas gelatinosas. A sensação é parecida com a que eu imagino que teria se, subitamente, todos os cílios caíssem dentro dos olhos. Mas, se não tem outro jeito...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Pânico, pandemônio, pantomima, pandorga, pandilha

[ilustração: Malvados]


Desde o começo da semana, tenho levado 1h30 pra percorrer o mesmo caminho em que antes demorava, no máximo, meia hora. É que a panaca aqui passa pela Linha Amarela pra ir trabalhar. E a Linha Amarela, que já fica engarrafada normalmente, agora tem uma faixa a menos. Desde segunda-feira uma das três faixas da avenida é dedicada exclusivamente à família panelinha. Pelo visto, vou ter que acordar duas horas mais cedo (como se eu fosse capaz dessa façanha...). E gastar, em quinze dias, o triplo da gasolina que costumo consumir em um mês. Francamente, família Pan é o cacete!

E o pior é que eles têm a cara de pau de continuar cobrando pedágio. São R$ 3,50 pra ir, mais R$ 3,50 pra voltar. Isso pra trafegar por uma rua onde você não consegue passar a segunda marcha. São uns pândegos, mesmo!

Quando começaram a falar do Pan-2007 no Rio, a idéia era construir metrô de superfície passando pela Linha Amarela. Obviamente, o projeto não saiu do papel. Arranjassem, então, helicópteros pra levar os atletas, técnicos, organizadores e agregados. Mas a política escolhida foi mesmo a do “Se fode aí, galera! Vocês, que não são nada do Pan, podem ralar o cu na ostra”.

Quer saber? Tô torcendo é pra desabar alguma coisa. Espero que seja o evento mais pangaré da história. Com muita pane e pancadaria. Uma verdadeira panfobia.Vai ser lindo de ver. Panem et circenses!