sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Imitar a Gretchen? Eu, hein?



Domingo passado fui à festa de 12 anos do sobrinho de um grande amigo. O convescote aconteceu em um lugar especializado nesse tipo de evento. Não tenho muitos amigos com filhos, então nunca tinha estado numa casa de festas infantis. Fiquei bastante impressionada. Tinha bolo, salgadinho, brigadeiro. Mas também tinha uma roda gigante com carrinhos em forma de nuvem, videogame, vários escorregas, um brinquedo parecido com o Bamba (acho que era esse o nome) que tinha no Tívoli Parque da Lagoa (pra quem é do Rio, acabei de entregar minha idade) e até uma mini-tirolesa! Muito legal, qualquer criança ficaria maluca com todos esses brinquedos.

Mas uma coisa me incomodou. Coisa com a qual já tinha tido um desagradável contato somente de longe, ouvindo as festas do play do meu condomínio: o famigerado animador de festas infantis. Uma coisa tenho que reconhecer: o cara tem que ter a energia de uma bomba de Hiroshima para exercer esta profissão.

A festa durava de 6 da tarde às 10 da noite e o “tio” Esqueci o Nome pulou, gritou (no microfone) e perturbou sem pausas durante todo o período. Não contente em ter apenas as crianças participando das atividades, convocava também os adultos a pagar micos inacreditáveis. Eu devia estar de muito mau humor, porque os tios e avós pareciam se divertir a valer. Mas eu, que não estava muito no clima, me senti meio mal ao ter que me esquivar dos pedidos insistentes de criancinhas que pulavam em cima de mim a cada vez que o “tio” gritava: “Agora cada criança pega um adulto e vem pro palco dançar (ou rolar no chão, ou passar embaixo da perna de alguém, ou imitar a Gretchen)”!!!

Não pude evitar a lembrança das minhas festinhas de aniversário. Lembro-me especialmente de três delas. Para uma, a mais superproduzida, uma amiga da minha avó aqui do Rio, que é confeiteira, foi à Brasília especialmente para fazer o bolo. A data caiu na Páscoa, então era um bolo lindo, cheio de coelhinhos, casinha, cerquinha branca, nunca vou me esquecer. Na outra, menos chique mas bem fofa, o tema era a Emília do Monteiro Lobato. Minha mãe fez um bolo no formato da cara da Emília. Aliás, não sei se foi ela mesma que fez, minha memória dessa época é meio fantasiosa. Mas tenho certeza de que foi ela quem confeccionou as sacolinhas de brinde, de pano com a boneca em feltro, lindas! Da terceira festinha só me lembro das máscaras da turma da Mônica.

Apesar da memória fraquinha, sei que eu e meus amigos nos divertimos horrores em todas elas. E sem a ajuda de nenhum “tio”. Nós inventávamos as brincadeiras. Aí, sei lá se com razão ou não, senti um pouco de pena dessas crianças de hoje em dia.

PS: Manhê, se você tiver alguma foto dessas festas, me manda?

3 comentários:

Vivi disse...

Exibida! Eu nunca tive uma festa com bolo de cerquinha... chuif... isso é que dar ser a raspa do tacho...
Sei que tem fotos dessas festas lá em casa. A da Turma da Mônica (de que você só lembra das máscaras), aliás, eu acho que você lembra mesmo é da foto!!! rsrsrs
Beijinhos e até loguinho!

Nana disse...

Vivi,
Eu lembro mesmo da festa da Mônica. Mas nã tenho certeza se foi mesmo do meu aniversário ou seu e da Dani.
Beijo

Rosaninha disse...

Nana, é Tio Petter rsrsrsrsrsrs
Realmente, antigamente as crianças tinham muito mais imaginação... eu pelo menos a usei muitas vezes inventando brincadeiras!!!
E o brinquedo do tivolei era o labamba rs rs
caraca, acabei de entregar a minha idade tb! rs rs rs
BJUS