segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mais perdida que cego em tiroteio


Não bastasse segunda-feira já ser um dia infeliz por definição, hoje um acontecimento extraordinário veio animar a minha volta do trabalho para casa: um tiroteio básico. Para incrementar um pouco mais o evento, os traficas resolveram lançar uma granada perto da estação de trem que fica bem na minha rota – ainda bem que isso foi antes do fim do expediente. Ah, as alegrias de trabalhar na região carinhosamente apelidada de Faixa de Gaza!

Resultado: o portão por onde eu sempre saio ficou fechado e todos tiveram que usar a outra saída, na Avenida Brasil. Estaria tudo bem, se não fosse uma pequena deficiência que eu tenho, de localização espacial. Imagino que eu tenha herdado o gene da desorientação ou que sofra da falta de algum neurotransmissor no cérebro. Ou labirintite, talvez. Seja o que for, causa desagradáveis efeitos: só decoro um caminho depois de passar muitas vezes por ele – dirigindo, porque se eu for de carona, não aprendo nunca.

Com muita boa vontade, meus colegas tentaram me explicar o trajeto que eu teria que fazer. Quando viram que era inútil, o Guto achou por bem desenhar um mapinha que possibilitasse a minha volta para casa sem maiores percalços. Afinal, não é nada saudável se perder num lugar desses nunca, ainda por cima com um tiroteio nas proximidades.

Funcionou! Bom, na verdade eu me perdi um pouquinho, nada grave. Dei a volta duas vezes no mesmo quarteirão, tive que pedir informação pra um cara que dirigia um carro do correio, mas no fim deu tudo certo. Cheguei sã e salva em casa graças ao mapa. Porque se eu fosse depender da sinalização das ruas... Por isso, agradeço publicamente. Valeu, Gutão!

15 comentários:

NÚCLEO DE ESTUDOS DE LINGUAGEM E SOCIEDADE disse...

Isso não é genético não!!! Cruzes, eu sou muito bem localizada!!
A propósito, farei mais uma das minhas aparições relâmpago no Rio!!

Catarina Chagas disse...

Trabalho na faixa de Gaza é assim: cada dia uma novidade!

Nana disse...

Vivi,
muito bem localizada em Brasília é fácil. Queria ver aqui!
Vem pra cá? Que bom! Quando?

Cata,
É isso aí. Vejamos qual será a de hoje...

guto disse...

Ainda bem que meu desenho foi útil, Adriana! Mas se eu soubesse que ele iria virar objeto de apreciação pública na grande rede, teria caprichado mais... Legal o seu blog, li até lá embaixo e me identifiquei com o texto do despertador. A diferença é que tenho apenas um. Fora do alcance da cama, obviamente. :-P

Nana disse...

Guto,
Utilíssimo, não ssei o que teria feito sem ele!
Bom que você gostou do blogue, volte sempre. Sabia que você ia se identificar com o texto do despertador. Você é dos meus!

Gastón disse...

Oi Nana, sorry pela demora da visita...

Vou te adicionar no meu rss, assim venho sempre que tiver coisa nova. I promisse.

Complicada essa vida no Rio heim? eu tenho muitos amigos cariocas aqui em Sampa e sempre ouço essas histórias. Triste.

Quanto ao senso de direção, eu vim com GPS de fábrica. Sou bom com mapas e essas coisas. difícil me perder ;0P

Re disse...

Como carioca fico triste demais com isso. É muito feio o que fazem com essa cidade tão maravilhosa.
Vim te visitar e estou gostando... bjs Re

Mônica Montone disse...

Meu Deus!!!! Inacreditável... Eu teria virado pedra de tanto medo.

beijos, querida e que bom que esá bem.

MM

ps: obrigada pela visita ao Fina Flor :o)........ Volte sempre que quiser

Nana disse...

Gaston,
Até que enfim!
É, aqui no Rio é complicado, mas acho que não mais do que em Sampa. A diferença é que aqui os ricos e os miseráveis moram muito perto uns dos outros. Por isso todos sentem os efeitos.
Preciso comprar um GPS!

Re,
Que ótimo que você gostou! Volte sempre, dê sua opinião. Eu adoro!

Mônica,
Vou todo dia no Fina Flor ver se tem novidade. Adoro!

NÚCLEO DE ESTUDOS DE LINGUAGEM E SOCIEDADE disse...

Adorei o blog do Gastón!! Tô visitando aos poucos os que você sugere aí do lado. Terapia pra desestressar!!
Beijos.

Flávia disse...

Nana, que medo hein! Faixa de Gaza?!? Não quer vir morar aqui em Presidente Médici? Calminho, boba!
HEin, não sabia que cê era desorientada não....pelo menos, nunca se perdeu na reta da UFV, até onde sei.
Beijão

Nana disse...

Vivi,
Muito bom, né? É o meu preferido.

Flávia,
Calminho demais pra mim não dá. Aí quem fica nervosa sou eu...
Pô, me perder na reta da UFV? Sou desorientada, mas nem tanto!

Anônimo disse...

EU ME PERCO SE ENTRAR NUMA RUA ANTES OU ATE DEPOIS DA MINHA CASA!!!E SO EU SAIR DA minha "rota" ja estou perdida, e ja moro no canada a 32 anos e mesmo assim me perco, as minhas filhas que naceram aqui e que eu que dei a luz para elas e que me enssinam os lugares,ainda bem que eu dei a luz para elas ....talves sou tao tapada porque naci no ESCURO????

Anônimo disse...

AH ...ESQUECI DE POR MEU NOME....IRENE..(NO CANADA)

Nana disse...

Irene,
Precisamos comprar um GPS!
Seja bem-vinda ao blogue! Que honra, já tenho uma leitora no Canadá!